Poeminha sem ponto final

02/11/2012

De repente os dias se tornaram longos demais
viraram dias de muito papel e pouca tinta
as letras já não vinham com a mesma facilidade
a inspiração faltava assim como o ar que havia se tornado rarefeito
era como se tivesse perdido o tino
o time de todos os poemas…
Eles ficavam lá esquecidos, aos pedaços, pelos cantos da memória
rabiscados em velhos cadernos, ou perdidos em arquivos que jamais seriam abertos
De repente a mágica se foi, sem dor ou lágrimas, mas também sem despedidas
De repente apenas deixou de fazer sentido
Falar das mãos geladas e dos cheiros que dele exalavam deixou de ter graça
De repente eu cresci, superei
Ou então fui pequena a ponto de me descartar da minha própria história
De repente me faltaram forças pra segurar a barra sozinha
eu precisava de novo daquele abraço, daquela vontade
daquele olhar que me guiava
De repente era um vício, uma mania
Algo difícil demais pra ser vivido, ilusório demais pra ser real
De repente eu precisava de algo mais definitivo
uma explicação melhor
uma verdade
uma ilusão
De repente o poema simplesmente acabou sem ponto final

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