Eu, eventualmente, sumo

12/06/2011

Do ar e do chão como se nada me prendesse à essas amarras
Apago memórias, contatos e lembranças
Distraio a dor com poesia e fixo meus olhos num futuro que inexiste
Atravesso as dificuldades com tropeços
Assim como quando era criança e aprendia a caminhar
Me fiz adulta afim de descobrir as mazelas do mundo
Descobri mesmo que mal posso desassociar tua imagem do meu ser
Por mais que eu não queira você ainda está lá, como uma fantasma
Está lá, nas conversas de bar
Nas noites de domingo
Nos comentários dos amigos
Nas minhas lembranças e poemas
Eu não admito, mas todos esses versos são seus e você nem sabe
Não faz ideia das horas que gasto buscando a rima perfeita
Desafiando a métrica apenas pra que caibas novamente nos meus textos
Não sabe o quanto dói não saber onde andas
Com quem andas, nem o porque de eu não mais acompanhar teus passos
Não sabe de nada e ainda assim faz parte de tudo
Te ver me faz criar
Saber de ti me inspira como luz
Como som….
Me perco em pensamentos e novamente me vejo através destes olhos

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