Avenida da Perdição (capítulo 4)

03/20/2010

A busca se tornava cada dia mais difícil. Era complicado se manter aceso com tantas coisas a pensar. Com tantos detalhes a acertar. A vida havia se tornado dolorosa demais para aqueles dois corações. Ela com medo de sair de casa e ter que cumprir a tarefa de trabalhar mais uma vez. Ele com medo de ir pra casa e perder a oportunidade de cruzar com ela por aquelas ruas escuras.

Sem se dar conta se tornavam dependentes daquela busca. Estavam loucos e doentes… O mais estranho (ou talvez não) é que mesmo loucos estavam felizes. De uma felicidade torpe, boba e totalmente sem sentido. Aquela felicidade normal aos apaixonados, onde tudo parece lindo, limpo, onde todas as coisas são boas e tranquilas.

O escritor não se sentia assim desde sua última paixão. A única que havia considerado verdadeira até agora isso há alguns bons 20 anos. Patricia, sabia que jamais havia se sentido assim antes. Compartilhavam sem saber as mesmas frustrações. Procuravam consolo nas mesmas velhas drogas que só ofereciam alivio temporário.

Mesmo separados imaginavam como seria a vida se tivessem se dado conta dessa paixão naquela mesma noite, mas ninguém admite estar apaixonado assim tão facilmente. Eram humanos… cometiam erros. Estavam perdidos e ambos morriam de medo de jamais se encontrarem…

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